Oi, mãe!
Fiquei um tempo sem postar, mas hoje estava divagando…
Sem atrelar isso a nenhuma religião – porque as crenças são muitas –, tava pensando em como é aí. Esse “aí” que não sei nem se existe, mas acredito muito que sim.
Será que a gente consegue rever pessoas queridas da nossa vida? E aquelas pessoas sobre as quais ouvimos falar, mas não tivemos a chance de conhecer… elas também estão esperando pela gente? Dá pra falar com todos ou tem tipo uma agenda?
E as pessoas famosas, hein? Será que finalmente vai ter como conhecer todo mundo?
Tenho certeza de que tu estaria – ou está? – rindo agora mesmo de todas as minhas dúvidas.
“A vida é um mistério, minha filha. Se a gente ficar pensando muito, enlouquece”.
Tu diria exatamente isso. Mas eu acho que é justamente por ser um mistério que a gente fica aqui… divagando.
Sabe, mãe… divagar é o que nos faz seguir em muitas situações. E não só quando o assunto é “o outro lado”. Porque, como tu sempre soube, eu gosto de ter dúvidas. São elas que me fazem ter um milhão de curiosidades.
Penso em como seria a minha vida se tu ainda estivesse aqui. Se alguma decisão minha teria sido diferente. E, é claro, penso também em como tudo ainda será, considerando a realidade.
Não existe realidade paralela, eu sei. Mas eu gosto de imaginar essas possibilidades. Não me entenda mal. Não estou tentando me vitimizar ou ficar criando sofrimentos.
É que, justamente quando eu penso em como tudo seria, é quando eu relembro do quanto tive sorte em poder te chamar de mãe. Pensar na possibilidade do “se” me faz ser grata. Porque, embora tu não esteja aqui, o amor está.
E talvez seja por causa dele que a gente divaga.
